IBGE participa das XX Jornadas IDERA e Seminário Internacional sobre o UN-IGIF na Argentina

O IBGE participou das XX Jornadas IDERA e Seminário Internacional sobre o Marco Integrado de Informação Geoespacial das Nações Unidas (UN-IGIF) na América do Sul, realizadas entre os dias 1º e 3 de julho de 2026, na província de Entre Ríos, Argentina. O evento reuniu representantes de instituições governamentais, organismos internacionais e especialistas da área geoespacial para promover o intercâmbio de experiências e discutir iniciativas voltadas à produção, integração, disponibilização e uso de informações geoespaciais.

Representando o Instituto, Rogério Luis Ribeiro Borba, Gerente do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais (CGMAT/GDBDG), participou do evento como convidado especial e palestrante. Em sua apresentação, o IBGE compartilhou experiências relacionadas ao desenvolvimento da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e à gestão do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais (DBDG), destacando iniciativas voltadas à integração, descoberta e acesso a dados, metadados e serviços geoespaciais produzidos por instituições públicas brasileiras.

Governança e integração estiveram no centro dos debates

Com o lema “Dados que conectam territórios, decisões inteligentes que impulsionam o desenvolvimento”, as XX Jornadas IDERA abordaram temas como governança da informação geoespacial, interoperabilidade, padrões e metadados, geosserviços, dados abertos, integração estatístico-geoespacial, inteligência artificial e sustentabilidade das infraestruturas nacionais de dados espaciais.

O Seminário Internacional teve como foco a implementação do UN-IGIF nos países da América do Sul. O modelo das Nações Unidas orienta o desenvolvimento da gestão da informação geoespacial a partir da integração entre governança, tecnologia e capacitação institucional.

“A participação do IBGE em fóruns como as XX Jornadas IDERA e o Seminário Internacional sobre o UN-IGIF é fundamental para que o Brasil acompanhe as discussões internacionais e, ao mesmo tempo, compartilhe a experiência acumulada na construção da INDE e do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais”, destacou Rogério Borba. 

Experiência brasileira contribui para discussões regionais

A participação do IBGE também permitiu compartilhar a experiência acumulada pelo Brasil na implantação e operação do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais (DBDG), ambiente de integração, descoberta e acesso a metadados, dados e serviços geoespaciais produzidos por diferentes instituições públicas.

As discussões ressaltaram ainda a necessidade de fortalecer a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e ampliar a integração entre informações geoespaciais, estatísticas, ambientais, cadastrais e administrativas. Outro tema relevante foi o alinhamento das infraestruturas nacionais de dados espaciais às nove vias estratégicas do UN-IGIF, que abrangem aspectos como governança, legislação, financiamento, inovação, capacitação e parcerias institucionais.

“Esse intercâmbio permite identificar desafios comuns, conhecer soluções adotadas por outros países e fortalecer redes de cooperação. Para o Instituto, os benefícios incluem a atualização técnica e institucional, o aprimoramento de suas plataformas e processos e a ampliação do uso integrado das informações estatísticas e geoespaciais em apoio às políticas públicas e ao desenvolvimento do país”, afirmou Rogério Borba.

Cooperação regional fortalece o desenvolvimento das IDEs

Outro destaque do encontro foi a troca de experiências sobre a gestão e a sustentabilidade das Infraestruturas de Dados Espaciais (IDEs). Os participantes compartilharam iniciativas voltadas à integração entre órgãos produtores de dados, governos subnacionais e instituições de estatística, reforçando a importância da cooperação e da governança para o sucesso dessas infraestruturas.

Para o IBGE, a participação no evento contribuiu para ampliar o diálogo com países da América do Sul e acompanhar experiências internacionais relacionadas ao fortalecimento das infraestruturas nacionais de dados espaciais. O intercâmbio de conhecimentos também reforçou a importância da integração entre informações geoespaciais e estatísticas para apoiar o planejamento e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.